Sinto-me fracassada.
Talvez "fracasso" não seja a palavra certa a se usar. Porém, no rio de desgostos, confusões e medos em que me vejo cercada, as palavras tomam dimensões avassaladoras e, a partir deste momento, vejo que fracasso é a palavra mais sútil que posso usar.
Eu sei, sou mais forte que isso. Sei que posso nadar contra a maré, sei que posso buscar sentido em outras coisas e, por fim, me sentir melhor.
Mas o que me falta é isso, o que me falta é sentido. Ou talvez me sobre, não sei.
Agora sinto que o "talvez" me ronda e não há dúvida mais inquietante do que um "talvez".
Pois o talvez pesa.
E, se eu conseguir o sentido, cadê a coragem?
Como ter coragem para seguir um caminho, se meu maior medo é do que estar por vir?
Tantos "poréns" me rodeiam...
Na verdade, queria apenas um, um sopro de esperança que me dissesse: calma, vai dar tudo certo!
E dessa vez, como se um anjo falasse comigo, eu ouviria e ficaria tranquila.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
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