domingo, 21 de setembro de 2008

Ei, quem te deu o direito de ser assim?Quem te permitiu ser cruel?! Será que isso está implícito no seu ser ou você fala sem pensar? Não importa! Foi cruel do mesmo jeito!
E, dessa vez, a faca cravou forte no meu peito, deu até um estalo e, por incrível que pareça, a dor não foi carnal.
As palavras doeram, mas vindas de você doeram ainda mais.
Por que age assim? O que eu te fiz? Me conte!
Venho aqui de braços abertos, peito limpo, cheia de vontade e você me recebe com tamanho desdém.
Sim, doeu. Doeu porque eu pensei que você sabia dar a devida importância a mim, doeu por perceber que você não percebe sua essencialidade.
Dor, dor, dor...será que alguém pode ser só dor? Ser, não sei, mas estou sendo.
E agora você me entende? Entende onde eu quero chegar? Será que, pela primeira vez, te toquei? Não, penso que não. Até porquê até agora eu tinha pensado que te conhecia e que você me conhecia, mas depois de tudo o que me cerca é um mar dúvidas. Entro num lugar cheio de incertezas e de mãos dadas com a tristeza.
Por que você fez isso? eu te admirava, eu te louvava, eu te amava tanto. Amava? Amo!
Amo porque meu amor independe dessas coisas, sobrepõe qualquer discussão, qualquer ofensa, qualquer xingamento.
Sim, você me magôou. Mas, de quê me importa? Estou ferida, mas já vai cicatrizar!
Agora o que me importa é o que está por vir. E, a propósito, como ficamos?
Bela pergunta!
Mas, possuo uma ainda melhor: O que a vida tem feito com nossas vidas?
Aguardo resposta!

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