sábado, 30 de agosto de 2008

Tudo continua igual. Exatamente como deixamos. Só me falta um jeito, um traquejo qualquer pra conseguir definir o tudo. Pois no instante em que consigo tocar neste, ele se transporta diretamente ao meu eu. E o que se interliga a mim é o que menos sei.
Falar das lágrimas caídas, das cartas deixadas e, talvez, nunca mandadas, falar do amor que sinto, da saudade resguardada quase como um tesouro em meu peito, é o que menos sei.
Por isso, me recolho à simplicidade de sentir. Pois no momento que sinto sou súdita e sou rainha. Rendida aos meus sentimentos que nem eu mesma controlo, mas dona de tamanho e precioso tesouro.
E, te juro, meu amigo, não há tesouro maior nessa vida do que temos aqui guardado, quase que sagrado, no peito, resguardado!

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